Cada vez mais presente no dia a dia da população, os Incêndios Florestais foi tema do II Seminário de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, promovido pela Associação Paranaense de Engenheiros Florestais – APEF e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR), na última sexta-feira (24), em Curitiba. O encontro reuniu mais de 100 profissionais da iniciativa pública e privada da América do Sul e Portugal que discutiram mecanismos, técnicas e tecnologia para o monitoramento, prevenção e combate à incêndios florestais.
"Com um foco em tecnologia e inovação, o Seminário surpreendeu ao apresentar informações e novas técnicas que podem ser aplicadas na prevenção e combate a incêndios florestais. Embora o encontro fosse promovido pela APEF, sua relevância se estendeu além dos engenheiros florestais, afinal, além das florestas, o fogo impacta a fauna e diversas atividades econômicas. O que faz do nosso seminário um evento relevante para diversas áreas da engenharia como a elétrica, a civil e a agronomia”, avaliou a presidente da APEF, Lella Bettega.
Entre os assuntos discutidos no II Seminário de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais estavam o sistema de alerta de ocorrência de incêndios por meio de sensoriamento remoto e uso da inteligência artificial, uso de helicópteros e nova geração de equipamentos para combate a incêndios e operações com ênfase no Paraná, Portugal, Chile e Colômbia. Além disso, também trouxe temas como mudanças climáticas, plano de manejo integrado do fogo e os impactos do fogo sobre a fauna, entre outros.
Para o coordenador do evento, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Alexandre França Tetto, foram propostas discussões importantes a respeito da prevenção e do combate aos incêndios florestais. “O Seminário trouxe muitas possibilidades de inovação, de aplicação de novas tecnologias. As informações apresentadas aqui com certeza vão proporcionar ações futuras no Brasil para minimizar os efeitos dos incêndios florestais na área social, na área ambiental e na área econômica. Principalmente a partir das experiências de outros países, como Portugal e Chile”, destacou.
Já para Letícia Koproski, do departamento de Fauna do Instituto Água e Terra – IAT do Paraná e presidente da Associação Paranaense de Medicina de Animais Selvagens, que palestrou sobre a sobrevivência de espécies ameaçadas no Paraná limitadas pelos incêndios florestais. “Fiquei muito feliz em participar do Seminário porque ele não ficou só fechado para engenharia florestal, mas envolveu todo mundo atua na conservação ou manejo florestal. Isto é algo que valoriza o profissional e traz as pessoas de diferentes áreas que apresentam suas vivências para que possamos compartilhar experiências e melhorar a gestão e manejo na prevenção e combate aos incêndios florestais”, disse.
Uma importante troca de experiências que agrega conhecimento às mais diferentes áreas econômicas, como reforçou Fredy Rojas Bustos, representante da Arauco no Chile. Para ele, a diferença no tipo de incêndios em diferentes regiões da América do Sul, bem como as estratégias de prevenção e combate adotadas contribui para melhorar o combate e prevenção nos incêndios florestais.
"Estou muito contente e surpreendido em participar do Seminário. Assistimos apresentações muito boas a respeito de temas como biodiversidade, vegetação e tecnologia. Eu creio que isto é o que faz a diferença porque, na medida em que os incêndios avançam, necessitamos cada vez mais de trabalho em conjunto", disse. Ele também enfatizou o trabalho da Arauco, que se concentra em prevenir, preparar o território e garantir que o combate seja rápido e eficaz.
Outra inovação do evento foi a apresentação de vídeos depoimentos com participação de profissional da área de prevenção e combate a Incêndios Florestais da Argentina, África do Sul, Estados Unidas da América, e Nova Zelândia. Além disso, a exposição de equipamentos e serviços de empresas para o combate à incêndios Florestais.
Para o engenheiro e piloto da Helisul, Gianni Di Giammarino Schimunek, que atua no Chile e palestrou sobre a operação de helicópteros em incêndios florestais, o desafio passa também por conciliar as demandas do Brasil, um país de dimensões continentais, com a necessidade de equipamentos aéreos mais robustos e o aumento do combate a incêndios. Ele mencionou a evolução do setor e a importância de aumentar a essa capacidade com aeronaves maiores, o que pode contribuir uma temporada de incêndios cada vez mais longa no Chile e no Brasil.
Além disso, destaca a importância do compartilhamento de conhecimento a respeito do tema. “Eu, que sou piloto, entendo muito o meu negócio, ao participar do evento estou muito mais ciente sobre as espécies que tem no chão, de florestas, o que as pessoas podem fazer em solo percorrendo a área que vai ser afetada por incêndio para montar uma matriz de risco que servirá como apoio para todo mundo que atua no combate incêndio, o que é ótimo”, disse.
Uma visão de futuro quanto a importância de cooperação entre os diferentes atores no combate e prevenção a incêndios florestais que também é reforçada pelo presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE), Ailson Loper. Ele ressaltou que a APRE tem se dedicado a entender a dinâmica do problema no Paraná proporcionando conhecimento a seus associados e apoiando Seminários da APEF acerca do tema.
Segundo ele, o objetivo é absorver as melhores práticas globais e adaptá-las à realidade local: "O que a gente busca é importar alguns caminhos, trazendo o que deu certo, adaptando o que não deu tão certo e com isso criando aí a forma brasileira de lidar com o tema. Nesse sentido, o compartilhamento de experiências internacionais e nacionais é essencial para construir uma estratégia mais robusta e eficaz de prevenção e combate no país”, concluiu.
Também estiveram presentes no evento o representante do CREA-PR, Ricardo Vidinich; Engenheiro Domingos Xavier Viegas, da Universidade de Coimbra em Portugal; Engenheiro Gabriel Henrique de Almeida Pereira, do Simepar; Fernando R. Schunig, Coronel do Corpo de Bombeiros e Coordenador da Defesa Civil do Paraná; Engenheiro João Francisco Labres dos Santos, da empresa UMGRAUEMEIO; Javier Rodriguez, da SOSSUL e VALLFIREST; Engenheiro Sergio Dyminski Arruda, da LCB CONSULTORIA E PROJETOS; Engenheiro e professor da pós graduação da Universidade Federal do Paraná, Ronaldo Viana; e outras autoridades.
Acompanhe aqui as palestras da manhã: https://youtube.com/live/Zj1F8gZhFfo
Acompanhe aqui as palestras da tarde: https://youtube.com/live/wUYgPIoTsx4
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